Análise 93: Postal 2 (É HATRED EM PRIMEIRA PESSOA)

Quem acompanha meu blog a um tempo se lembra da análise de Hatred, um jogo violentíssimo que é ruim, foi bem polêmico e ganhou uma classificação rara da ESRB. Postal 2 é quase tudo isso, menos ter a classificação rara da ESRB, já que é MATURE, mas merecia o Ao.














Metacritic: 50 de 100.
IGN: 5.5 de 10.
GameRankings: 59.07%
GameSpot: 4.8 de 10.
PC Gamer: 79 de 100.

Steam: 94%



Pelo baixo número de views e falta de jogos ruins para analisar, eu vou terminar o 50 semanas de dor aqui, somente tiveram 18 semanas, mas não se pode jogar tanto jogo em tão pouco tempo, já que já jogamos vários outros games ruins. Eu vou começar a fazer análises de vários jogos fodas, como Broforce, Castle Crashers e Half-life.
Vamos começar a análise!

Os gráficos de Postal 2 são bons para sua época. São bem inferiores a Half-Life 2, que lançou no ano seguinte, mas são legais para PCs de 2003. Está claro de que o lip sync é bem ruim, de que as expressões faciais são quase inexistentes e existem objetos que não são muito bem renderizados. Glitches gráficos eu não vi nenhum até agora (nas minhas quase 10 horas de jogo), mas vi muita repetição de personagens, já que não existem modelos diferentes e fica chato você ver duas ou mais pessoas iguais quase no mesmo lugar. Eu dou um 5.0 de 10 para os gráficos.

A jogabilidade é surpreendentemente boa, os controles respondem bem, a física é ok, os movimentos são precisos e ser bom com armas é fácil. Você pode andar, correr, agachar, andar agachado, atirar, fazer um disparo secundário, chutar, abrir seu zíper para poder mijar nas pessoas (é verdade), trocar de arma, usar item, derrubar arma, derrubar item, andar sobre um item para pegá-lo, pausar e abrir menu de items. São várias coisas que respondem muito bem. Aí vem os problemas: 1- Existem vários lugares no mapa que você pode ficar preso, e para sair deles você tem que esperar um tempo, a boa notícia é que você pode passar por paredes. 2- Salvar é necessário, já que cutscenes não podem ser puladas e o jogo só salva em pontos específicos, então você deve salvar depois das cutscenes e também no meio das missões, já que ao morrer você volta pro começo. 3- Quando tem muitos policiais na tela ou explosões ocorrendo, ocorrem quedas de FPS, e eu já vi quedas de 100 FPS para 1 FRAME POR SEGUNDO! Foi quando explodi alguns carros e eu virei pra trás, nem estava olhando para as explosões e a Frame Rate caiu muito. São problemas que ocorrem bastante e estragam parte da diversão e a ação ou tensão de algumas cenas do jogo. Por isso eu dou um 6.5 de 10.

O som é bem meh. A dublagem é meio bosta e as músicas são difíceis de se ouvir quando há tiroteios em todo lugar! A dublagem faz parte do charme do jogo e as músicas são quase inexistentes pelo que eu falei. Pelo menos os efeitos sonoros são legais (e pelo menos são melhores do que os de TSG). Dou um 3.0 de 10.

A dificuldade é meio alta porque lá pela quinta-feira todos os policiais tem uma shotgun, uma metralhadora ou um lança-foguetes guardado e que te matam rapidinho. Mas nos primeiros dias as missões são fáceis e você pode completar facilmente sem morrer muito. São as criativas missões que são mais difíceis, já que precisam de armas mais fortes para matar os inimigos ou até suas armas são retiradas de você, como na quarta e no sábado. É fácil fugir da polícia e até que fácil se curar, já que as pessoas podem dropar comida e em alguns lugares tem a forma mais "eficiente" de ganhar vida: usando crack? É. Já falei que o jogo é 100% politicamente incorreto? Pois ele é bastante. Dou um 4.5 de 10 para a dificuldade.

Os personagens se encaixam no 100% politicamente incorreto, já que são estereótipos de árabes, gays, policiais gordos que comem rosquinhas e claro, pelo jogo ser polêmico, pessoas que protestam por menos violência nos jogos da Running With Scisors, que é a produtora do jogo, pessoas que querem queimar livros para salvar árvores e muito mais. O protagonista é o Postal Dude (ou o Cara do Postal, que é o jogo anterior a Postal 2), e sim, esse é o verdadeiro nome dele, Mr. Dude. É bem merda esse nome. As missões são na verdade coisas que você é obrigado a fazer para a esposa do Dude, a The Bitch (ou a Puta, em português, é ofensivo), que é exatamente isso, uma maldita que te pede pra fazer um monte de coisas e dá um tiro na cabeça do protagonista porque ele se esqueceu de pegar um boneco pra ela.
Dou um 4.0 de 10 pros personagens.



O replay é meio baixo por culpa de você se esquecer de salvar e ter intermináveis cutscenes antes de onde você tava, que era no fim da missão, também a ofensa sem fim atrapalha a experiência pelo menos pra mim, mesmo assim é meio engraçado. Dou um 4.5 de 10.

Os extras são uma campanha nova de DLC, a Paradise Lost, vários segredos e coisas para fazer, é bem legal! Dou um 7.5 de 10.

Nota:
Gráficos: 5.0 de 10.
Jogabilidade: 6.5 de 10.
Som: 3.0 de 10.
Dificuldade: 4.5 de 10.
Personagens: 4.0 de 10.
Replay: 4.5 de 10.
Extras: 7.5 de 10.

Nota total:
5.0 de 10.
50%

Nota em medalhas:
                                                    ↑
                                               JOGUE  

Esse é Postal 2, é legal, é divertido, é viciante e é meio ruim. Eu queria analisar outros jogos no 50 semanas de dor, mas eu não tenho nem dinheiro pra comprá-los.
Então ele está:

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